segunda-feira, 24 de outubro de 2016

INQUÉRITO DA POLICIA CIVIL APONTA FALHAS EM GERENCIAMENTO DE ASILO E INDICIA CASAL POR DESVIOS



Vendas  de imóveis realizadas sem a devida autorização de órgãos superiores, pagamentos feitos de forma irregular, informalidade não admitida na condução de negócios que envolvem patrimônio que pertence a uma entidade de cunho social e não a particulares. Estas foram apenas algumas da conclusões a que chegou a Policia Civil no Inquérito que apura possiveis irregularidades e até mesmo crimes cometidos por pessoas ligadas à diretoria anterior do Lar Nossa Senhora das Graças, o Asilo de Poço Fundo. Duas pessoas foram indiciadas, suspeitas de desviar recursos.
De acordo com o delegado Eder Neves, as investigações constataram que não foram observadas pela então direção da entidade as solenidades necessárias às vendas de alguns imóveis, que inclusive teriam sido realizadas sem a devida autorização do Conselho Metropolitano da Sociedade São Vicente de Paulo, além de irregularidades no próprio pagamento de tais vendas.
Também se vislumbrou a mesma informalidade na destinação dos recursos provenientes destes negócios, a exemplo da falta de controle adequado de entrada e saída de recursos, o que dificulta ainda mais o rastreamento dos respectivos valores e favorece a sua dissipação.
Além disso, pelo que fora apurado, duas pessoas teriam se beneficiado diretamente desta informalidade, e por isso deverão se explicar, já que foram indiciadas por furto qualificado. “Ao menos quanto ao pagamento referente à venda de um dos imóveis, há indícios de que houve manobra com o objetivo de desviar recursos, consistente no fracionamento do valor pago por meio de cheques. Um destes, no valor de R$30.000,00 (trinta mil reais), foi compensado por pessoa alheia à entidade, porém esposo de uma funcionária, a qual exercia serviços típicos de administração, de tesouraria, e que participou diretamente da venda de vários dos imóveis. Por estes motivos, ambos foram indiciados por furto qualificado, uma vez a funcionária teria se valido da confiança nela depositada”, afirma o delegado.


Quanto à gestão e responsabilidade dos dirigentes da entidade no período apurado, a conduta das pessoas que adquiriram os imóveis nas condições esclarecidas na investigação, bem como quanto à possível recuperação dos imóveis, Dr. Eder deixa claro que agora será a Promotoria quem deverá decidir sobre as providências a serem tomadas. “Isso tudo com certeza deverá ficar sujeito à análise e atuação do Ministério Público, sem prejuízo do interesse dos procuradores da Entidade.
O importante é que a Policia Civil fez a sua parte, e o Inquérito Policial foi enviado ao Juízo da Comarca de Poço Fundo, para os devidos encaminhamentos”.
Continuamos acompanhando este caso e em breve você terá mais detalhes.

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