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ALVOS DE OPERAÇÃO FINGIAM EXTRAIR AREIA MAS GARIMPAVAM OURO

A certeza da impunidade, e de que uma ação criminosa jamais seria descoberta pelo bom "disfarce" apresentado, fez com que 13 trabalhadores do garimpo ilegal no Sul de Minas fossem parar na Delegacia de Polícia Federal nesta terça-feira (5/8). A segunda fase da Operação "Fogo no Garimpo", desencadeada pela Polícia Federal com apoio da Polícia Militar, não tinha esse nome apenas por questão de impacto, e a destruição de 12 dragas mostrou bem o que isso significava. Outras 13 foram apreendidas.

O truque dos criminosos era simples: Atuavam como extratores de areia, mas na verdade a busca era por ouro, algo que muita gente nem imagina, mas ainda tem muito em nossas terras. Conceição do Rio Verde, Elói Mendes, Paraguaçu, Três Corações e Varginha foram os municípios onde aconteceram as ações, em pontos identificados pelo setor de Inteligência da Polícia Militar.  

Todos os detidos em flagrante acabaram liberados após serem ouvidos, embora tenha informações de que um deles já tinha ordem de prisão em aberto. O motivo do mandado não foi informado.

O detalhe é que dentre estes homens, que com certeza tentavam encontrar uma forma de mudar de vida, com a "sorte grande" do garimpo, a maioria, vinda de outros estados, trabalhava em situação precária, sem nenhum registro e alguns em situação análoga à escravidão. Como sempre, quem tirava a tal "sorte grande" era apenas o "patrão", e este nunca está com a mão na massa. Até agora, ainda não foram identificados os reais proprietários de todo o equipamento apreendido. Pelo que se sabe, várias empresas atuavam nesta prática ilegal, pois não tinham licença para exploração, apenas para pesquisa.

Pelo menos tiveram um bom prejuízo. Além das dragas, perderam barcos, motores e diversos outros itens utilizados para o garimpo. E ainda tomaram uma multa que chega, no total, a R$ 2,6 milhões.

Por fim, a PF e a PM conseguiram seu intento: Deram um basta na ação dos criminosos e assim mitigaram os danos ambientais causados pela atividade clandestina.

Os 103 servidores da Polícia Federal, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Polícia Militar de Meio Ambiente voltaram para casa com a sensação de dever cumprido, mas já sabem: Se a ambição e a ganância continuarem a ser colocadas acima do bem comum, como um meio ambiente equilibrado, eles estão prontos para voltar. 

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