35 anos de resistência à mesa dos invisíveis. "Se os bons se calam, os maus prevalecem" Há 35 anos, num bairro da Zona Leste de São Paulo, alguém decidiu que fome não espera. Que a miséria não tira férias. Que os invisíveis precisam de um lugar onde possam simplesmente existir — e existir, para quem não tem nada, começa pelo direito de comer. O Núcleo de Convivência São Martinho de Lima nasceu assim, da teimosia sagrada de quem enxerga o que a cidade insiste em não ver. O padre Julio Lancellotti esteve ali no começo, plantando sementes num chão que parecia fértil apenas para o abandono. Depois, o tempo passou, as mãos mudaram, mas o serviço continuou: 400 refeições por dia, 400 corpos que não viram estatística porque alguém se lembrou de que precisam de comida. Quatrocentas pessoas. Por dia. Pense nisso enquanto abre sua geladeira. Pense nisso enquanto reclama do cardápio. Pense nisso enquanto passa por debaixo de um viaduto e desvia o olhar. Há poucos dias, o São Martinho qu...
Três coletores de lixo e um motorista de Jacinto Machado, no Sul de Santa Catarina, deram um grande exemplo de honestidade ao devolver uma carteira com R$ 7,7 mil encontrada durante o trabalho. O caso aconteceu no último domingo, Dia da Mulher (8), e a história viralizou pelo país. Quem encontrou a bolsinha preta no chão foi o coletor Gean Boza Ceconelo, quando recolhia o lixo em uma residência. Ao abrir a carteira e ver a quantia, ele levou um susto e correu para contar aos dois colegas e ao motorista do caminhão. Para entender o tamanho da honestidade dos quatro, basta lembrar que o piso nacional do gari e do coletor de lixo ainda não está em vigor ou pelo menos regulamentando, e o dinheiro que eles encontrarm supera a soma do salário dos quatro, mas ainda assim a equipe decidiu imediatamente levar a bolsa para a delegacia da cidade. A dona da carteira, Valdete Borges, revendedora de cosméticos de Santa Rosa do Sul, só percebeu a perda no dia seguinte, quando recebeu uma ligação do d...