A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de Lucimara Garcia do Nascimento de Freitas, de 35 anos, natural de Camanducaia (MG), cujo corpo foi encontrado esquartejado na madrugada de 21 de outubro, acondicionado em sacos plásticos pretos e abandonado na Marginal Tietê, na zona norte da capital paulista. A vítima tinha um filho de 1 ano. A principal linha de investigação aponta para execuções relacionadas ao "tribunal do crime" de organizações criminosas, e a polícia afirma não acreditar que ela tenha sido vítima de um serial killer.
Embora o caso apresente semelhanças com outros 11 registros de corpos abandonados em sacos plásticos em vias públicas, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo declarou que os episódios têm "dinâmicas e circunstâncias diferentes" e que o uso dos sacos é insuficiente para estabelecer conexão entre eles, não havendo evidências de que tenham sido cometidos pela mesma pessoa.
No momento do incidente, a polícia avistou dois homens manuseando sacolas no canteiro central e, após troca de tiros, um suspeito foi baleado e morto. Ele foi identificado como Israel Joaquim Pereira, que possui antecedentes criminais por roubo e furto. O outro homem envolvido conseguiu fugir e ainda não foi localizado. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga a relação entre Israel e Lucimara, bem como se ele participou diretamente do homicídio e da ocultação do cadáver.
O termo "tribunal do crime" refere-se a um sistema clandestino de julgamento e punição utilizado por facções criminosas, geralmente aplicado a membros ou pessoas acusadas de violar as regras da organização, com métodos que incluem espancamentos e execuções. A polícia suspeita que parte dos casos de abandono de corpos possa estar relacionada a essa prática, mas não confirma oficialmente o envolvimento do PCC em todos os casos.
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