Um agricultor de 24 anos, identificado como Leiton, amputou o próprio polegar após ser picado por uma cobra enquanto recolhia lenha em uma área rural de Minas Gerais. Temendo que o veneno se espalhasse pelo corpo, ele cortou o dedo, enfaixou a mão e caminhou cerca de 10 quilômetros até um hospital.
No atendimento, os médicos informaram que a amputação não era necessária e que havia tratamento específico para o caso — o soro antiofídico. Como o polegar ficou no local da ocorrência, não foi possível tentar o reimplante.
As autoridades de saúde e especialistas orientam que, em caso de picada de cobra, nunca se deve realizar procedimentos por conta própria. As recomendações oficiais são: não cortar, não perfurar, não espremer e não tentar amputar o local da picada; não fazer torniquete ou garrote; não tentar sugar o veneno com a boca ou instrumentos; não aplicar substâncias caseiras (café, álcool, folhas, terra); procurar atendimento médico imediatamente; manter-se calmo e evitar esforços físicos para não acelerar a circulação do veneno; e, se for seguro e possível sem riscos, tirar uma foto da serpente à distância para ajudar na identificação da espécie.
Em casos de acidente com animais peçonhentos, a orientação é buscar atendimento de emergência ou acionar o Samu (192) ou o Corpo de Bombeiros (193) imediatamente.

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