O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou um pedido de liminar e manteve presa preventivamente Larissa Fonseca da Silva, suspeita de esfaquear uma faxineira em Cambuquira (MG). A defesa havia pedido liberdade provisória ou prisão domiciliar, alegando que Larissa possui deficiência mental e psiquiátrica, faz acompanhamento médico e usa medicamentos, além de questionar a audiência de custódia e apontar violações ao contraditório, à ampla defesa e à imparcialidade do juiz.
O desembargador Wanderley Paiva negou o pedido por entender que não há elementos suficientes naquele momento para reconhecer irregularidades ou conceder a prisão domiciliar, e que os argumentos e documentos médicos precisam de análise mais aprofundada; ele pediu informações à autoridade apontada como coatora e o habeas corpus será encaminhado à Procuradoria-Geral de Justiça antes de nova análise.
Segundo o processo, Larissa teria atingido a vítima com três golpes de faca no tórax, abdômen e perna no último sábado (17), em uma casa no Centro de Cambuquira, enquanto a faxineira trabalhava; a vítima foi atacada por trás, chegou a ser internada em estado grave, mas recebeu alta na segunda-feira (19). Larissa foi localizada com uma faca e sacolas com manchas semelhantes a sangue e, na delegacia, confirmou ter usado a arma, mas disse que agiu em defesa própria e não queria matar a vítima.
O caso é investigado como tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que teria dificultado a defesa da vítima, e a defesa de Larissa afirma que os fatos não ocorreram como divulgado e que ainda não teve acesso aos exames de corpo de delito e boletins médicos.
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